“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.” (Mt 28.18)
A Grande Comissão não começa com uma ordem, mas com uma declaração de realeza. Cristo ressurreto é o Rei que recebeu o domínio sobre todo o universo. Por isso, não somos voluntários de uma ONG religiosa. Somos enviados oficiais de um Reino já inaugurado. Nossa embaixada não negocia termos com o mundo; ela anuncia a rendição incondicional ao Rei que venceu. A autoridade não é nossa, é dele. A missão é certa porque o Rei já reina.
Como embaixadores temos uma missão de representar o Rei. Essa missão segue a ordem: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). A igreja como embaixadora administra os meios de graça. Ela não inventa a mensagem. Ela entrega o tratado de paz assinado na cruz. O alvo é “todas as nações” porque a promessa feita a Abraão se cumpre em Cristo que reclama todo povo para si.
Fazemos discípulos de todas as nações ensinando o que Cristo nos ordenou. O conteúdo da mensagem está definido e não podemos negligenciá-lo, omiti-lo, alterá-lo ou acrescentá-lo. Ensinamos a guardar “todas as coisas” que ele nos ordenou. Instruímos sobre a Palavra, os sacramentos e a disciplina. Pregamos sobre Cristo, quem ele é e o que fez por nós. Porque a mensagem dos embaixadores é o evangelho que justifica o ímpio.
Quero concluir com algo maravilhoso, a promessa da presença de Cristo conosco. Nós não estamos sozinhos no cumprimento da missão. Aquele que ordenou vai conosco: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28.20). Não precisamos confiar em métodos ou temer resultados. Como embaixadores descansamos na soberania de Deus que escolhe, chama e guarda seus eleitos de todas as nações, enquanto obedecemos com lágrimas e alegria.
Que o Senhor nos abençoe no cumprimento da nossa missão.
Por: Rev. Robson Luiz Silva dos Reis