Muito Caro!

Quando fomos encontrados por Cristo uma redefinição do que consideramos valioso aconteceu.

Antes de encontrar o tesouro, um homem vivia normalmente. O campo era apenas um campo. Mas ao descobrir o tesouro, tudo mudou. (Baseado em Mateus 13.44)

Assim também acontece na vida cristã. Muitas coisas que antes pareciam indispensáveis, reconhecimento, segurança financeira, aprovação das pessoas ou projetos pessoais, passam a ocupar um lugar secundário quando enxergamos a beleza de Cristo.

Paulo usa uma linguagem forte: ele chama suas antigas glórias de “refugo” (algo que pode ser descartado). Isso não significa que tudo na vida perde valor, mas que nada pode competir com Cristo.

O cristão precisa constantemente perguntar ao próprio coração:

O que realmente governa minhas decisões?

O que eu temo perder?

O que eu mais desejo ganhar?

Se qualquer coisa ocupar o lugar supremo em nosso coração, carreira, conforto, reconhecimento ou até mesmo ministério, ela se tornará um ídolo silencioso. O evangelho nos chama a reorganizar nossas prioridades à luz do valor infinito de Cristo.

O evangelho não é uma troca miserável; é uma troca gloriosa. Não abandonamos o mundo porque Deus deseja nos empobrecer, mas porque Ele nos oferece algo infinitamente melhor. Mas a perspectiva bíblica é outra:

Ganhamos comunhão com Cristo, ganhamos perdão, ganhamos uma nova identidade e ganhamos esperança eterna.

Cristo se torna prioridade na maneira como organizamos nossa agenda. Passamos a enxergar dinheiro e bens como instrumentos para o Reino. O evangelho molda a forma como tratamos família, irmãos na fé e até inimigos. Quem encontrou o tesouro não vive mais apenas para si mesmo, mas para a glória de Cristo.

O mundo nos oferece muitos “tesouros”: sucesso, conforto, status e segurança. Mas todos eles são passageiros. Somente Cristo é o tesouro eterno.

Portanto, examine o seu coração. Se Cristo ainda parece pequeno, peça a Deus que abra seus olhos para contemplar a beleza do evangelho. E se você já encontrou esse tesouro, viva de forma coerente com ele.

Por: Rev. Orlando Coutinho.

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