Verdadeira Adoração ao Deus Soberano

Apocalipse 5.11–13 somos conduzidos à sala do trono celestial. O apóstolo João contempla miríades de anjos, os seres viventes, os anciãos e toda criatura rendendo louvor ao Cordeiro. O céu está tomado por uma única declaração: “Digno é o Cordeiro que foi morto.”

Essa visão não é apenas escatológica; ela é pastoral. Ela nos ensina o que é, por que é e quando deve acontecer a verdadeira adoração.

Por que adorar a Deus?
A resposta do texto é clara: porque o Cordeiro é digno.

A adoração não nasce das nossas emoções, mas da dignidade objetiva de Cristo. O Cordeiro foi morto. Ele redimiu um povo para Deus (Ap 5.9). Sua morte vicária fundamenta todo louvor verdadeiro.

Adoramos porque: Ele é Redentor (foi morto), Ele é Soberano (recebe poder, riqueza, sabedoria e força) e Ele é Rei glorificado (honra, glória e louvor lhe pertencem).

Como enfatizava João Calvino, a verdadeira religião começa com o conhecimento de Deus e de nós mesmos. Quando contemplamos quem Cristo é e o que Ele fez, somos constrangidos à adoração.

Como adorar a Deus?
O texto nos mostra três marcas da verdadeira adoração: Tendo Cristo como centro da adoração. Com rendição; é necessária reverência diante de Deus e a adoração envolve todo o ser: mente, coração e vontade. Não é apenas cantar; é viver em submissão.

Em que tempo adorar a Deus?
O texto revela uma adoração contínua e universal: No céu, agora; na história, enquanto a igreja peregrina e na consumação, por toda a eternidade.

A adoração não é restrita a um momento litúrgico. Ela começa na conversão e culmina na glória. Adore na alegria e na dor, na abundância e na escassez, no domingo reunidos, na segunda-feira dispersos.

Porque Cristo continua digno.

“Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.”

Por: Rev. Orlando Coutinho.