Apocalipse 11.15 “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.”
Ao soar da sétima trombeta, João nos conduz não ao desespero, mas à esperança. Em meio a um livro marcado por juízos, conflitos e perseguições, o céu interrompe a narrativa para proclamar uma verdade central: o governo final da história já foi decidido. O reino deste mundo com toda a sua rebeldia, injustiça e oposição a Deus foi reclamado pelo Senhor.
Essa declaração não ignora o sofrimento presente, mas o interpreta corretamente. O mal ainda se manifesta, a igreja ainda luta, e os santos ainda choram. Contudo, nada disso acontece fora do domínio soberano de Cristo. Ele não é um rei em potencial, mas um Rei entronizado.
Quando olhamos para o mundo e vemos crises morais, políticas e espirituais, somos tentados ao medo ou ao desânimo. Apocalipse 11.15 nos chama a levantar os olhos: o reino não está nas mãos dos homens, mas nas mãos de Cristo. O crente vive com os pés no presente, mas o coração ancorado na eternidade.
Se Cristo reina, então nossa lealdade suprema não pertence aos valores deste mundo. Isso afeta nossas escolhas diárias: como trabalhamos, como educamos nossos filhos, como lidamos com dinheiro, tempo e relacionamentos. Vivemos para honrar o Rei que governa sobre ele.
A igreja não testemunha a partir do medo, mas da certeza da vitória de Cristo. Evangelizamos, servimos e anunciamos o evangelho não porque o sucesso é garantido aos nossos olhos, mas porque o Reino já venceu. Nosso chamado é fidelidade, não controle dos resultados.
Talvez hoje você enfrente dores que ninguém vê, lutas que parecem não ter fim. Esta palavra nos lembra que o sofrimento não tem a última palavra. O reinado de Cristo garante que toda lágrima será recolhida, toda injustiça será julgada e toda fidelidade será recompensada.
Amados, vivemos entre trombetas e louvores, entre batalhas e promessas. Mas a voz do céu já ecoou: Cristo reina e reinará para sempre. Que essa verdade molde nossa esperança, discipline nossa vida e fortaleça nossa fé, até o dia em que o reino seja plenamente revelado.
Por: Rev. Orlando Coutinho.