“Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer;” (Is 53.3a)
O que vemos neste texto é o decreto eterno cumprindo-se no tempo: o Pai entregou o Filho. A rejeição não foi acidente histórico, foi substituição pactuada na eternidade. Os homens O rejeitaram porque Ele veio como Servo, sem forma nem beleza. Por isso escondemos o rosto, assim como Adão fez no Éden (Gn 3.8). Porém, em Cristo, Deus não escondeu. Expôs o Filho para que o culpado fosse acolhido.
“Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades” (Is 53.4a). Isso é chamado de dupla imputação: nosso pecado creditado a Cristo, sua justiça é creditada a nós. Não foi o governo romano ou o Sinédrio quem feriu a Cristo. Foi o Pai que o feriu para que, no castigo que o Filho suportou, encontrássemos a paz. Isso significa que paz com Deus nasce de propiciação e não de negociação. A ira esgotou-se em Cristo para que fôssemos sarados da culpa.
Aqui está o coração do evangelho: substituição. R. C. Sproul disse: “Na cruz, Deus tratou Jesus como se ele tivesse vivido a minha vida, para que pudesse me tratar como se eu tivesse vivido a vida dele.”
Cristo se fez rejeitado em nosso favor. O Cordeiro não contestou porque o pacto foi voluntário: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca” (Is 53.7a). O silêncio do Cordeiro é eloquência da graça.
Rejeitado pelos homens, aceito pelo Pai, Cristo carrega hoje os rejeitados. Se você foi desprezado e sofreu rejeição, entenda: o Homem de dores já esteve no seu lugar, Ele conhece suas lutas, angústias e sofrimentos. E porque Cristo foi rejeitado, você, crendo, jamais será rejeitado pelo Pai. Quem se firma em Cristo não será desprezado.
Que o Senhor nos abençoe!
Por: Rev. Robson Luiz Silva dos Reis