Ele é a Rocha

Estamos às portas de 2026. Quais são as nossas expectativas?

Não apenas sobre planos, projetos ou conquistas, mas sobre onde colocaremos nossa confiança. O tempo que vivemos tem sido marcado por incertezas internacionais, rupturas e um ceticismo silencioso, que invade conversas, lares e até a fé de muitos.

Vivemos dias em que o ceticismo se espalha como uma praga. Pessoas falham, heróis caem, líderes governamentais erram, amizades se rompem, e até as melhores intenções humanas revelam seus limites. A pergunta permanece: em quem podemos confiar?

Steve Green (um cantor americano, filho de missionários na Argentina) descreve esse sentimento, ao lembrar que, quando até a terra, o que deveria ser firme, treme como água num terremoto, nossa segurança interior também é abalada. As dificuldades e calamidades da vida quebrantam nossa confiança e nos desencorajam.

Mas a Escritura nos conduz a um fundamento que não se move. Moisés declarou: “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, que não há nele injustiça; é justo e reto” (Dt 32.4).

Tim Keller, refletindo sobre a fé cristã em uma era marcada pelo ceticismo, afirma: “Se Jesus Cristo ressuscitou dos mortos, então você tem que aceitar tudo o que Ele disse; se Ele não ressuscitou, então por que se preocupar com qualquer coisa que Ele disse?”

Aqui está a base segura para os nossos pés. Nossa fé não repousa em sentimentos, instituições governamentais ou pessoas, mas em um Deus fiel, cuja fidelidade foi confirmada na ressurreição de Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e para sempre.

Quando tudo ao nosso redor parece tremer, somos chamados a voltar os olhos para a Rocha eterna. Nele podemos confiar. Nele podemos descansar.

Por: Sem. Ronelx Aguilar Villavicencio.