IPGII

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

O Tripé: Eleição, Fé e Evangelização

São vários os equívocos teológicos de um teólogo arminiano. Aqui vamos destacar dois pressupostos equivocados: Primeiro, o equívoco hermenêutico; segundo o equívoco na compreensão da doutrina da salvação. O segundo é consequência do primeiro. Na hermenêutica, não respeitam as normas elementares para interpretar as Escrituras. Na doutrina da salvação atribuem à eleição a obra da fé, ou seja, uma pessoa só é eleita depois de crer e se arrepender. Em minha opinião, isto é um equívoco doutrinário pueril.

A Bíblia ensina que uma pessoa crê e se arrepende porque é eleita, e não o contrário. Deus não elegeu indivíduos porque previu que iriam crer, mas porque os elegeu, creram. Vejamos o que as Escrituras ensinam sobre esta verdade.

Em Atos 13. 48 está escrito: “Os gentios, ouvindo isto, regozijaram-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna”. Aqui está escrito que as pessoas creram. Mas, quem foram as pessoas que creram? A Escritura afirma que foram aquelas destinadas para a vida eterna. Elas foram destinadas, e, por isso, creram.

Um erro infantil cometido por alguns é negar a eleição dizendo que, se houvesse eleição incondicional, se assim o fosse, não haveria necessidade de pregação. Eles se esquecem, ou desconhecem a seguinte verdade bíblica: O Deus que escolheu pessoas para a salvação em Cristo, também é o Deus que escolheu os meios para alcançar os eleitos. Não há incoerência nisto. O eleito se encontra na mesma condição dos demais homens. Portanto, o instrumento de Deus para alcançá-lo é a pregação do evangelho.

Gostaríamos de elencar algumas razões pelas quais a eleição é extremamente compatível com a pregação:

Primeira, porque a pregação é uma ordem de Cristo. Jesus ordenou que o evangelho  fosse anunciado. Veja o que diz a Escritura: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16. 15). Só essa verdade já seria motivo para não rejeitar a doutrina da eleição.

Segunda, porque a Palavra é o instrumento gerador de fé. “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10. 17). Sem pregação não existe fé salvadora.

O apóstolo Paulo instruindo os crentes de Éfeso, quanto à doutrina da eleição, afirma que, antes de serem selados com o Espírito Santo da promessa, eles tiveram que ouvir a palavra da verdade, o evangelho da salvação. Além de ouvir tiveram que crer na verdade que foi anunciada (Ef 1. 13).

Terceira, porque é pela palavra e com a palavra que o Espírito Santo regenera ou efetua o novo nascimento numa pessoa. “[…] quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3. 5), “pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1Pe 1. 23).

Quarta, porque Jesus orou dizendo: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra” (Jo 17. 20). Aqueles que hão de crer o farão por meio da palavra. Sendo assim, sem a pregação do evangelho não existe salvação. É por isso que Cornélio teve que ouvir a palavra por meio da qual foi salvo (At 11. 14).

Deus escolheu pessoas para salvação sim, mas também escolheu o meio para alcançá-las, a pregação. Logo, não existe incompatibilidade entre eleição e evangelização, pelo contrário, a eleição é combustível para a evangelização.  

Portanto, após sua conversão, o apóstolo Paulo por toda sua vida e ministério pregou o evangelho movido pela ordem do Senhor Jesus e movido pela doutrina da eleição. Seu ministério tinha como finalidade, dentre outras coisas, o de promover a fé que é dos eleitos de Deus (Tt 1. 1). Por isso, não deixemos de pregar o evangelho, pois é totalmente compatível com a doutrina da eleição.

Não condicionemos à mensagem bíblica a nossa tendência humanista, que quer colocar o homem no centro de todas as coisas e destronar o Senhor, a quem pertence à salvação. Não conspiremos contra os planos divinos nem sonegamos aos homens o evangelho da glória de Cristo.

Por: Rev. Fabio Henrique de Jesus Caetano.
Pastor da IPGII – DF. 

plugins premium WordPress